Brilho Eterno de Uma Mente com Esperança

Cada dia da vida de Daniel foi patético. Agora que terminou o Ensino Médio, o que fazer? Não há perspectivas, parece que tudo continuará tão estúpido como sempre foi. Só o que ele tem é talento, mas nenhuma oportunidade; capacidade e disposição, mas nenhum apoio.
Daniel tem a intenção de mudar a sua realidade. Ele quer. Ele aspira. Ele deseja mais do que tudo. Mas como!? O que fazer!?
A sirene do colégio toca estridente fora da sala de aula, anunciando de modo oficial que acabou o ano letivo. Todos os alunos saem correndo, gritando e entoando rugidos de alegria, menos Daniel, que prefere se conter. Ele não é um cara tímido, apenas não tem nada pra comemorar.
Caminha em direção à porta, agarrado à sua mochila, mas antes de poder sair é convocado pelo professor de física que ainda estava em sua mesa. Seu nome é Sebastião, um qüinquagenário que leciona há tempos, taxado de excêntrico por seus colegas.
— Daniel, venha cá.
— Sim?
— Posso compartilhar um segredo com você? Saiba que o considero, Daniel, o melhor aluno que já tive. Nunca nenhum aluno meu se saiu tão bem nessa disciplina.
— É, talvez.
— Por conta disso, quero que você saiba de umas teorias minhas, coisas que gostaria muito que você pusesse em prática, confirmando tudo que especulei até hoje como físico. Posso confiar em você?
— Porque não!? Manda.
Sebastião se abaixou e pegou um minúsculo grão de areia do piso da sala de aula, sujeira, depois o dirigiu para a vista de Daniel.
— Como você sabe, este grãozinho de areia tem uma massa. Extremamente pequena, mas ainda assim uma massa.
Daniel concordou sem dizer nada.
— E por este grão de areia ter uma massa, ele exerce uma força de gravidade. Ela também é pequena demais para ser sentida, mas existe.
— Certamente.
— Então — disse o professor —, se pegarmos trilhões de grãos de areia como este e deixarmos que atraiam uns aos outros para formar, por exemplo, a lua, a força de gravidade combinada deles será suficiente para mover oceanos inteiros e fazer subir e descer as marés por todo o nosso planeta.
Daniel não sabia onde Sebastião pretendia chegar, mas o que ouvia parecia interessante.
— Então vamos elaborar uma hipótese — falou o velho enquanto se desfazia do grão de areia. — E se eu dissesse a você que um pensamento, qualquer idéia minúscula que se forme na sua mente, possui uma massa? E se eu lhe dissesse que um pensamento é uma coisa de verdade, uma entidade mensurável, com uma massa mensurável? Minúscula, é claro, mas ainda assim uma massa. Quais seriam as implicações disso?
— Hipoteticamente falando, professor? Bem, as implicações óbvias seriam: se um pensamento tem massa, então ele exerce uma força de gravidade e pode atrair coisas para si.
Sebastião sorriu.
— Você é bom, cara. Agora avance mais um passo. O que acontece se muitas pessoas começam a se concentrar no mesmo pensamento? Ou melhor, e se você começa a se concentrar nesse mesmo pensamento por muito tempo? Todas as ocorrências desse mesmo pensamento passam a se consolidar em uma só, e a massa acumulada dele começa a aumentar. Portanto, sua gravidade aumenta.
— A valer.
— Quer dizer que… se um número suficiente de pessoas começarem a pensar a mesma coisa, ou se você começar a pensar a mesma coisa, positiva ou negativa, então a força gravitacional dessa idéia se torna tangível e exerce uma força de verdade. — O professor meneou a cabeça esperando confirmação. – E ela pode ter um efeito mensurável no nosso mundo físico.
Isso foi há 5 anos atrás. A partir daquele momento, Daniel passou a acreditar naquilo fielmente. Ele começou a pensar em tudo que desejava. Começou a imaginar sua vida repleta de abundância e felicidade. Todas as noites, deitado em sua cama antes de pegar no sono, ele inventava um mundo maravilhoso.
Sonhava acordado com aquele emprego bem remunerado, naquela cidade culturalmente rica, com aquela garota perfeita…
Passaram-se dois anos desde sua conversa com o professor quando, fazendo o que quase nunca fazia - assistir a televisão - que ele viu uma oportunidade. Um concurso público. Finalmente seus sonhos realizar-se-iam? Talvez. Fez o concurso e passou! Ganhou dinheiro, não muito, mas o suficiente pra poder passear pelas cidades vizinhas e conhecer gente.
Uma dessas pessoas que conheceu foi Moisés, o cara da mineradora. Ele era um concurseiro, vivia disso, sempre tentando a “sorte”. Foi ele que indicou aquele concurso muito longe para Daniel. Parecia bem remunerado, mas era pra cadastro de reservas. Mais confiante do que nunca, ele prestou o concurso, passou e se encheu de alegria. Finalmente!
Ainda não. Toda aquela vida que ele sempre quis deveria se adequar a ele - ou seria o contrário? Daniel viveu por mais dois anos na expectativa de ser chamado para trabalhar, mas ainda não estava pronto. Não se continha de ansiedade, mas mesmo assim sempre manteve o foco, sempre pensando naquilo que queria.
O tempo transcorrido depois de passar no concurso foi decisivo para a mudança na vida de Daniel. Nesses dois anos ele pôde aprender a se relacionar melhor com as pessoas, a tratá-las de maneira mais gentil, a ignorar aqueles que o queria vê-lo destruído… Daniel pôde se desligar da sua vida adolescente e começou a encarar o mundo como um homem, com suas responsabilidades e independência.
Esses dois anos foram decisivos para seu êxito, pois sem essa bagagem, tudo seria em vão. Ele alcançaria suas aspirações, mas supostamente não conseguiria mantê-las, acabaria tendo o efeito contrário. Ele não se daria bem com os colegas de trabalho, não se adaptaria à cidade, nem sequer conheceria ela…
Quando menos esperava, quando sua mala de experiência de vida estava suficientemente cheia, Daniel é convocado. Felicidades!
Seria hora de ser cauteloso, não deveria se exaltar. Mantenha o foco.
Ele mudou de cidade, começou a trabalhar e, devagarzinho, quase tão devagar quanto foi todo esse processo, começou a ter seus pedidos realizados.
Hoje Daniel é adorado por todos os seus colegas de trabalho. Seus superiores o adoram também, pois ele é um cara que sabe trabalhar e tem um compromisso com a empresa. Tem idéias inovadoras e participa de tudo que lhe é oferecido. Está prestes a receber uma promoção.
Adaptou-se perfeitamente à cidade. Conhece quase todos os lugares e venera a segurança e organização do lugar. Seus habitantes são educados e cultos.
Daniel finalmente pôde se encontrar com Amanda, a caucasiana baixinha de seus sonhos. Aquela ciumenta de cabelos negros. A mesma que sempre sonhou com um cara como Daniel.
Então, mesmo depois de tanto tempo, depois de tanta adversidade, Daniel está conseguindo tudo aquilo que sempre quis, tudo aquilo que desejou com força. Simples assim? Não, ele correu atrás, ele lutou, batalhou, se privou, viu-se indiferente a problemas… venceu! Além disso, ele sabia o que queria, sentia-se e se comportava como se as coisas estivessem a caminho, esteve aberto para recebê-las.
Ainda há infortúnios, mas isso Daniel sabe que faz parte. Ele sabe que a verdadeira felicidade é construída tijolo a tijolo, com o sol na cara, com chuva na cabeça, com problemas que transcendem o seu domínio.
Daniel conseguiu. Daniel está conseguindo. Consiga!

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Satanista, eu?

Sem inspiração...

Tente não forçar a barra, deixe fluir.
 
Deus? É o senhor?

Um pouco mais quente e devasso.

Ahn... Sidney Magal?

Pense em Deus, só que de férias.

O Diabo!!

Descobriu o Brasil...

O que quer de mim?

SUA ALMA!!! Brincadeira. Adoro ver a cara das pessoas quando digo isso... Só vim para desmistificar certas ideias preconcebidas que tem de minha pessoa (eu sou uma pessoa?).

Tipo, você ser o responsável por tudo que existe de ruim no mundo?

Isso também. Se um cara esquarteja seu hamster, culpa do diabo, se uma mulher dá uma facada no pedreiro, de quem é a culpa?

Sabe, já andei pensando nisso. Temos a mania de tentar justificar nossos erros, colocando a culpa em algo exterior a nós.

Andou, foi? Então foi uma boa idéia clicar no link desse blog quando tava pesquisando filocínicos no Google. Nem parece coincidência... Talvez tenha sido a providência Divina...

Se você diz...

Prosseguindo com seu raciocínio limitado, humano patétic... caro amigo, o homem é assim desde o inicio dos tempos. Se sentia desejo pela mulher de outro, a culpa era da pobre da mulher, se era pobre, a culpa era de seus pais. E quando o homem começou a conceber a ideia de uma divindade totalmente desprovida de maldade, como poderia explicar todos aqueles sentimentos ruins?

Entendo... Então, elas criaram um ser antagônico a divindade para justificar a maldade que nós mesmos possuímos... Peraí, você está me dizendo que não existe Diabo?

Na mosca. Só para fins de curiosidade, você sabia que os primeiros satanistas não eram satanistas?

Eu estou conversando com algo que não existe?

Detalhe, detalhe. Os homens que se denominavam a Ordem De Lúcifer, eram intelectuais renomados que discordavam da truculência da Igreja Católica. Como essa Ordem estava ganhando espaço, a Igreja lançou calunias, acusando esses homens de serem sodomitas, fazerem sacrifícios, dentre outras coisas.

Interessante...

Bom conversar com você, meu caro. Nos vemos em breve lá embaixo. Até!

Como é?!
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Fabiano Che

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Tecnologia e Tautologias


BEM VINDO À NOVA COMUNIDADE DE RELACIONAMENTOS DA INTERNET, ONDE VOCÊ PODE REUNIR TODOS OS SEUS AMIGOS!
—Mas, eu não tenho nenhum amigo...

CONHEÇA O NOVO COMPARTILHADOR DE MENSAGENS DA INTERNET, ONDE VOCÊ PODE DIZER TUDO QUE SEMPRE QUIS, PARA QUE TODOS SEUS AMIGOS POSSAM LER!

—Mas, eu não tenho nada pra dizer e não tenho nenhum amigo...

SE ENCANTE COM O INCRÍVEL EDITOR E DIVULGADOR DE IMAGENS DA INTERNET, ONDE VOCÊ PODE DIVULGAR E COMENTAR AS FOTOS DE TODAS SUAS AVENTURAS PARA TODOS OS SEUS AMIGOS!

—Mas, eu não faço aventuras, não tenho nada pra dizer e muito menos amigos...

NÃO PERCA TEMPO! COMPRE AGORA MESMO UM PRESENTE A QUEM VOCÊ AMA! NO SISTEMA DE COMPRAS VIA INTERNET, VOCÊ PODE SURPREENDER SUA NAMORADA COM NOSSOS BELÍSSIMOS PRESENTES!

—Mas, eu não tenho namorada, não faço aventuras, não tenho nada pra dizer e não tenho amigos...

CARA, SE VOCÊ NÃO TEM NAMORADA, NÃO FAZ AVENTURAS, NÃO TEM O QUE DIZER E NÃO TEM AMIGOS, PRA QUE QUER INTERNET?

—Para fazer amigos, ter o que dizer, participar de aventuras e ter uma namorada...

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Alma

— Pronto, senhor. Aqui estou eu
— Fala aí. O quê que manda?

— Passei minha vida inteira sem cometer pecado algum.
— Sério?! E daí?
— Como “e daí?”? Por toda minha vida me sacrifiquei e tentei seguir a tua palavra. Acho que chegou a hora de receber algo em troca.
— Ah, malandro. Não me leve a mal, mas o conceito que você tem de pecado foi apenas uma forma pra te condicionarem dentro de um sistema.
— Hein?
— Tolices criadas por homens tolos para homens tolos.
— Então quer dizer que minha vida de privações foi em vão?
— Deveras!
— Puxa! Morri virgem aos 35 anos só porque me disseram que sexo só depois do casamento. E nesse tempo não consegui uma pessoa legal.
— E aquelas gatinhas que te rodeavam?
—Bem, já que estou morto, vou dizer: eu gostava mesmo é de gatinhos. Mas me disseram que era errado, que eu viraria lobisomem.
— Do barulho!
— Trabalhei amargamente como contador numa sala abafada, mas o que eu queria mesmo era ser tatuador. Diziam que era errado marcar nossos corpos. Deixei de ir a festas, bebedeiras, curtição… Não vivi minha vida. Não fiz nada na minha vida.
— Lastimoso.
— Então, onde estamos afinal? No Céu ou no Inferno?
— Cara, estamos aí. Tipo assim, em outra dimensão, saca? Essa parada de “bem” e “mal” não existe, nem nunca existiu.
— Mas me disseram que o senhor ficava olhando nossas vidas e julgando nossas ações.
— Sinistro, aí! Nada a ver. Eu não julgo, meu. Seria absurdo julgar quando dei o livre-arbítrio. Não poderia fazer uma coisa dessas. Por isso que fico o dia todo jogando The Sims.
— Oh! E o que tem pra se fazer aqui?
— Nada, só um vazio infinito. Ao contrário da sua vida, morou!?
— …
— Foda, né?
— É.

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A felicidade realmente está no caminho

Lá no topo da serra, jaz aquela magnífica torre. Ela parece me olhar com a arrogância típica dos grandes. Parece totalmente inalcançável lá em cima daquele tapete verde de árvores. Eu tento medir a distância com meus olhos e sei que ainda falta muito. Olho pra trás e vejo que ainda preciso andar bastante e talvez ainda não seja suficiente.

Meus pés, em desespero, gritam por um descanso. O suor banha meu rosto, o que me lembra que a água do cantil está chegando ao fim. Parece que uma névoa cobriu meus olhos, ou talvez o mundo tenha se desfocado. De repente a trilha pareceu desaparecer sob meus sapatos. Olho em minha volta e só vejo mato. Amaldiçôo silenciosamente a hora que tive a idéia de subir a maldita serra. Cansado demais para me desesperar, sento no chão, com a cabeça entre os joelhos.
E no momento em que formigas subiam perigosamente em minha perna direita, me levanto e percebo ao longe a ponta da torre entre duas grandes árvores. Minhas pernas cambaleiam em sinal de protesto, mas já tinha tomado minha decisão. Guiando-me pela torre, recomeço a subir e depois de caminhar bem mais que eu gostaria, finalmente chego ao topo da montanha.
Com um enorme sorriso no rosto, me aproximo da majestosa torre, só que alguma coisa parece estranha. Desfazendo o sorriso noto que de perto a torre não passa de um emaranhado de ferro toscamente retorcido. E enquanto lágrimas lavam minhas faces, vejo lá embaixo um monte de pontinhos coloridos, que na verdade são a minha cidade.
Só aí entendo. Alcancei a torre. Cheguei ao topo, tracei um objetivo, que parecia impossível, e consegui. Sinto-me mais forte do que nunca e vejo que em outra montanha há uma torre ainda maior e mais bonita. E mesmo sabendo que vou me perder no caminho, cair e ralar meus joelhos e gritar feito mulherzinha quando uma aranha subir em meu ombro , coloco minha mochila de novo nas costas e parto em direção a segunda torre.

História baseada em fatos reais, exceto pela parte da aranha...

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Fabiano Che

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